quinta-feira, outubro 07, 2010

Educação na Internet

Um momento na internet pra relaxar e navegar à vontade em sites sem nenhum compromisso pode ser a perdição de muita gente quando o assunto é estudar: “vou assistir só mais esse vídeo” ou só mais 10 minutinhos no msn. O que pouca gente sabe é que essa grande vilã pode também ser uma das nossas maiores aliadas, especialmente para o caso dos estudantes de engenharia elétrica.

O site http://ocw.mit.edu/index.htm , do MIT faz parte do projeto OpenCourseWare (OCW) que oferece gratuitamente o conteúdo dos cursos ministrados em suas salas de aula. Assim temos acesso além das aulas (muitas delas em vídeo) a notas de aula, livros recomendados, exercícios e provas, um verdadeiro sonho de consumo pra qualquer estudante seriamente envolvido no processo de aprendizagem.

Na seção de engenharia elétrica do site temos acesso a disciplinas como Signals and Systems (Conhecida por aqui como ASDL), Circuitos, Eletrônica, dentre outras, além das disciplinas de pós-graduação (por lá chamadas de graduate courses). Dá pra ficar passeando pelas páginas e descobrindo que o serviço é um excelente acompanhante para o estudante, não só nas disciplinas de engenharia, mas nas de física, matemática, economia e talvez até mesmo humanas (as ditas FAFICHs)

Além dos sites do consórcio OCW temos também nosso já famigerado Youtube. Basta uma pesquisa por nomes de universidades estrangeiras (MIT, CalTech, Harvard, Stanford, Oxford...) que centenas de vídeos saltam nos resultados da pesquisa, usualmente também o portal da universidade, que recomendo visitar já que os cursos costumam ser colocados em listas de reprodução nesses portais.

A wikipedia eu nem precisaria mencionar, apesar de que nem sempre as informações são 100% confiáveis, os mantenedores do site fazem um esforço bem grande para garantir a veracidade das informações contidas lá. Ainda assim leia com cautela.

Como nem tudo é perfeito, por motivos bem claros quase todo o material está em inglês. É possível procurar por traduções no site do MIT por exemplo, mas sinceramente nem a tradução será sempre boa e nem todos os cursos estão traduzidos e os artigos da wikipedia em inglês sem exceção são muito mais completos do que os em português. Mas isso não deveria ser um problema para futuros engenheiros não é mesmo?

Bons estudos.

Sites de interesse:
http://www.wikipedia.org
http://ocw.mit.edu/index.htm
http://www.youtube.com
http://www.ocwconsortium.org/

quinta-feira, setembro 02, 2010

Grupos do Torneio de Fustal

Mensagem encaminhada do E-mail enviado por Raí Beirão ao grupo fustal_elétrica:

Galera,

os grupos do campeonatos esse semestre serão:

Grupo1: Meutímetro, Time, Horríver Plate, AC Milampère
Grupo2: Democratas, TNT, Calouros, MathGol
Grupo3: Eletrovalência, Falha, pineApple, PCC

Os grupos seguiram a seguinte distribuição (os números é a colocação no torneio início):

G1 G2 G3
1 2 3
6 5 4
7 8 9
12 11 10

A tabela dos próximos jogos vem à seguir:

Dia 11/08 - Sábado (manhã):
09:00 Eletrovalência x PCC
10:00 Meutímetro x Milampère
11:00 pineApple x PCC

Dia 11/08 - Sábado (tarde) | Dia 12/08 - Domingo (manhã):

Jogo1 TNT x Calouros
Jogo2 Time x Horríver Plate
Jogo3 Democratas x MathGol

Fiquem atentos! O campeonato sofrerá modificações nas datas futuras devido às eleições e aos feriados que teremos neste semestre!

domingo, agosto 29, 2010

Torneio Início

Colegas de Curso,

mais um torneio de futebol irá começar para a comunidade eletricista da UFMG!
Neste final de semana (28 e 29 de agosto) aconteceu no Centro Esportivo Universitário o torneio início com o chute inicial do Diretor da Escola de Engenharia e professor homenageado desta edição Benjamin Rodrigues de Menezes!

Em breve fotos do evento!


Sábado - Dia 28/08

09:00 - Jogo 1 - Eletrovalência 7 x 2 Horríver Plate
09:30 - Jogo 2 - Calouros 1 x 0 pineApple
10:00 - Jogo 3 - Meutímetro 1 x 1 TNT (Meutímetro 3 x 2 TNT penaltis)
10:30 - Jogo 4 - Time 2 x 5 Falha

Domingo - Dia 29/08

09:30 - Jogo 5 - Democratas x Calouros
10:00 - Jogo 6 - Eletrovalência x Meutímetro
10:30 - Jogo 7 - Falha x Vencedor 5
11:00 - Jogo 8 - Vencedor 6 x Vencedor 7

Domingo - Dia 29/08

09:30 - Jogo 5 - Democratas 10 x 1 Calouros
10:00 - Jogo 6 - Eletrovalência 1 x 1 Meutímetro (2 x 0 penaltis)

10:30 - Jogo 7 - Falha 1 x 4 Democratas
11:00 - Jogo 8 - Meutímetro 4 x 0 Democratas
Campeão: Meutímetro
Vice-Campeão: Democratas.

terça-feira, dezembro 23, 2008

IBM constrói transístor de grafeno mais rápido do mundo


Cientistas da IBM construíram um transístor de efeito de campo (FET) feito de grafeno - uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura - capaz de operar numa freqüência de 26 GHz.

O transístor é o elemento básico com que são feitos todos os circuitos eletrônicos.

Transístor de grafeno

Este é o transístor de grafeno mais rápido já anunciado até hoje. O grafeno, um aparentado dos nanotubos de carbono, está sendo cogitado como uma das alternativas mais promissoras para a construção de circuitos eletrônicos sem a utilização do tradicional silício.

Estas finíssimas folhas de carbono também já foram utilizadas para a construção do transístor mais fino do mundo e do menor transístor já fabricado.

Na imagem, o grafeno é a estrutura por baixo dos eletrodos, com um formato parecido com uma tela de galinheiro. Cada ponto da estrutura representa um único átomo de carbono.

Transistores do futuro

Mesmo com a construção desse transístor na faixa dos GHz, os cientistas acreditam que o grafeno poderá ser utilizado para a fabricação de transistores muito mais rápidos do que qualquer outro já construído até hoje com os materiais semicondutores.

A velocidade de operação de um transístor é determinada pelo tamanho do componente e pela velocidade com que os elétrons viajam através dele. A grande vantagem do grafeno é justamente a altíssima velocidade com que os elétrons conseguem passar por ele.

Transistores na faixa do terahertz

E o grafeno também não fica atrás quando o assunto é miniaturização. Os cientistas da IBM descobriram que a freqüência de operação de um transístor de grafeno também aumenta com a diminuição do seu tamanho - eles alcançaram uma freqüência de corte de 26 GHz em um transístor cujos eletrodos medem 150 nanômetros, o que ainda é quase cinco vezes maior do que os transistores de silício atuais.

Quando conseguirem fabricar transistores de grafeno na faixa dos 50 nanômetros, os cientistas calculam que poderão fazê-los funcionar na casa dos THz, superando largamente qualquer perspectiva dos atuais transistores semicondutores.

Por serem feitos à base de carbono, os transistores de grafeno são conhecidos como transistores orgânicos.


Fonte: site Inovação Tecnológica - 22/12/2008

terça-feira, agosto 19, 2008

quinta-feira, junho 19, 2008

Happy Hour

sábado, abril 26, 2008

Hapyy Hour PCA

domingo, março 09, 2008

Camisetas da Engenharia Elétrica

A comissão de formatura 2008/2 está vendendo as camisas da Engenharia Elétrica que vocês podem ver abaixo!



Temos duas cores (preta e branca) e modelos masculino e feminino. As camisas custam R$15,00.
Quem se interessar pode nos procurar nos seguintes dias e horários, em frente à cantina do PCA e no GEEE:
Segunda de 09:00 h às 10:00 h;
Terça, quarta e quinta no intervalo (09:10 h);
Terça e quinta de 11:05 h às 12:00 h.

Para outras informações: 9639 4959 - Luisa.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Novo site do GEEE

Já está no ar o novo site do Grêmio dos Estudantes de Engenharia Elétrica da UFMG. Para acessá-lo, visitem: http://www.geee.eng.ufmg.br/

domingo, janeiro 13, 2008

Por que 60Hz?

A história da escolha da freqüência padrão do sistemas elétricos de potências - 50Hz ou 60Hz - remete às últimas décadas do século XIX. Para entender as razões que levaram à escolha dessas freqüências, recomendo a leitura dos seguintes links:
Os dois primeiros só podem ser acessados se você estiver utilizando o serviço de proxy da UFMG. Boa leitura!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Impostores por todos os lados

Richard M. Felder

Nota do Tradutor:
Originalmente este texto foi publicado em uma revista de ensino de engenharia química. Entretanto, acredito que ele seja uma leitura interessante para os alunos que estão fazendo suas primeiras matérias na engenharia. Para inseri-lo na realidade do “nosso” curso, tomei a liberdade de fazer algumas mudanças, principalmente com relação aos termos específicos da engenharia química. A versão original pode ser lida
aqui.

- Olá João, o que está pegando?
- É a prova de amanhã, professor. Um... O senhor poderia me dizer quantas questões ela terá?
- Eu não sei como isto irá te ajudar, mas serão três questões.
- Beleza. E vai ser com consulta?
- Sim, como todas as outras provas que eu apliquei nos últimos semestres.
- E por acaso vai cair aquele apêndice do livro que mostra o cálculo da corrente termiônica de uma válvula?
- Não! Isso era usado antes de você nascer. Olha João, nós podemos continuar com essa brincadeira por horas, mas o que você acha da gente sentar e você me explicar o que está acontecendo. Você me parece nervoso.
- Para dizer a verdade, professor, eu não sei o que eu arrumei desde a última prova e por isto eu estou achando que eu vou me dar mal amanhã.
- Entendo... João, qual o seu RSG?
- Aproximadamente 3,5, eu acho, mas este semestre ele vai despencar com certeza...
- E qual foi a sua média nas duas primeiras provas?
- 92.
- E você realmente acredita que irá mal na prova amanhã?
- Bem...

Infelizmente, de certa forma ele realmente acredita nisto. Obviamente ele sabe que é um dos melhores alunos do curso e que se ele acertar 60% da prova, o resto da turma acertará 30%, mas nada disso passa pela sua cabeça agora. O que ele está fazendo então?

A literatura pop da psicologia [1] chama essa atitude de síndrome do impostor. A mensagem subliminar que toca sem parar na cabeça do João é a seguinte:
Eu estou no lugar errado... Eu sou esperto e esforçado o suficiente para enganar todo mundo por todos esses anos e eles acreditam mesmo que eu sou muito bom, mas eu me conheço... Mais dia menos dia eles vão me descobrir... Eles irão fazer a pergunta certa e todo mundo vai perceber que eu não entendo nada e então... E então...
E a mensagem se reinicia neste ponto porque a conseqüência deles (professores, colegas de curso, amigos, pais) descobrirem que você é uma fraude é muito terrível de se contemplar.

Eu não tenho dados do quanto esse fenômeno é comum entre os estudantes de engenharia, mas quando eu falo sobre isto nas minhas aulas e seminários e chego na parte do “eles acreditam mesmo que eu sou muito bom, mas eu me conheço...”, o público ressoa como a corda de um violão. Estudantes riem nervosamente, concordam acenando com a cabeça, viram as cadeiras para ver a reação dos colegas. Minha suposição é que eles acreditam profundamente que aqueles ao seu redor estão no lugar certo, mas eles mesmos não.

Eles estão, em sua maioria, errados. A maior parte deles está no lugar certo – eles vão passar pelo curso e se tornarão engenheiros competentes e algumas vezes engenheiros excelentes – mas a agonia que eles experimentam antes das provas e toda vez que são questionados publicamente é o preço a ser pago. Algumas vezes esse preço é alto demais: embora tenham a capacidade e a vontade de ter sucesso na engenharia, alguns alunos acabam não agüentando a pressão. Eles então mudam de curso ou abandonam a faculdade.

Parece óbvio que alguém que tenha completado alguma coisa deva ter a habilidade de completá-la (mais concisamente, você não pode fazer o que você não pode fazer). Se os estudantes passaram nas matérias de física, matemática, computação e engenharia sem colar é porque eles tinham o talento para passar. Então de onde eles tiram essa idéia que de as suas grandes realização até o momento (e passar pelo ciclo básico de um curso de engenharia já é de fato uma grande conquista) são de alguma forma fraudulentas? Essa pergunta nos coloca em “águas da Psicologia” que eu não tenho credenciais para navegar; basta dizer então que se você é um ser humano, você está sujeito a dúvidas pessoais, e estudantes de engenharia são seres humanos.

O que podemos fazer por estes auto-intitulados impostores?
  • Mencione a síndrome do impostor nas aulas e conferências individuais e encoraje os estudantes a falar sobre isso entre eles.
Os estudantes se sentirão aliviados ao descobrir que aqueles ao seu redor – incluindo aquele CDF com RSG 5 – têm as mesmas dúvidas pessoais.
  • Lembre os estudantes que suas habilidades os têm sustentados por anos e não irão sumir misteriosamente nas próximas 24 horas.
Eles não acreditarão nisto só porque você disse. Essas dúvidas pessoais cresceram ao longo dos anos e não desaparecerão tão facilmente, mas a mensagem surtirá efeito se for repetida várias vezes. As afirmações devem ser gentis e positivas, entretanto: pode ser útil lembrá-los que eles já passaram por este mesmo ritual do medo outras vezes e provavelmente vão se dar também bem agora como se deram antes, mas sugerir que é tolice se preocupar com uma prova para um estudante com RSG muito alto provavelmente irá fazer mais mal do que bem.
  • Mostre aos estudantes que apesar das notas serem importantes, aquele resultado específico de uma prova ou mesmo de uma matéria não será crucial para a felicidade e bem estar futuro deles.
Eles estarão menos inclinados ainda a acreditar nisto, mas você pode informá-los do seguinte: uma nota ruim raramente irá mudar o conceito em uma matéria e mesmo se o pior acontecer, um shift negativo de um conceito mudará o RSG final em aproximadamente 0,02. Nenhuma porta que estava aberta para o estudante com RSG 2,86 se fechará se o RSG cair para 2,84. (Você pode até não pensar muito sobre esse argumento, mas eu tenho visto como isto pesa para certos estudantes em pânico).
  • Deixe os estudantes cientes que eles podem mudar de curso sem perder o respeito dos amigos, familiares etc.
Não é segredo para ninguém que muitos estudantes escolhem nossa área por razões duvidosas: altos salários iniciais, pressão familiar, todos os amigos estão na engenharia e assim por diante. Se eles podem ser convencidos que eles não precisam se tornar engenheiros eletricistas (mais uma vez, repetição periódica da mensagem é freqüentemente necessária), a conseqüente diminuição da pressão pode auxiliar bastante no crescimento do bem estar pessoal, independente deles se manterem no curso ou não.
Mas tenha cuidado. Estudantes que estejam extremamente preocupados com sua competência ou auto-estima devem ser dissuadidos de tomar decisões sérias – como mudar o currículo ou ação semelhante – até que eles tenha a chance de se reencontrar, com a assistência de um profissional preparado.

Uma última palavra. Quando eu comento em um seminário que eu me sinto um impostor entre os colegas, ao invés das respostas ressonantes que eu recebo dos alunos, eu percebo fortes vibrações vindo da fileira dos professores. Mas isto fica para outro coluna.

Referências
  1. Pauline R. Clance, Impostor Phenomenon: Overcoming the Fear that Haunts Your Success. Peachtree Pubs., 1985.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Faz sentido acreditar em elétrons?

Por Gregório Fonseca e Ruslan Viana

Toda a teoria de eletricidade e eletromagnetismo é, grosso modo, baseada na teoria do elétron. Ninguém nunca o viu, mas para que tudo aquilo que se estuda nas 3500 horas do nosso curso seja verdadeiro o elétron precisa existir. O Resistor consultou os engenheiros eletricistas formados na UFMG em 2006, a fim de avaliar a inserção desses profissionais no mercado de trabalho e de descobrir se valeu a pena acreditar em elétrons....

Foram enviados questionários para dezenas de ex-alunos e a primeira feliz conclusão que tivemos é que 89% dos formados estão trabalhando como engenheiros, embora apenas 44% estejam trabalhando na área de formação do seu certificado de estudos. Esses dados nos levam a crer que, independentemente da opção de estudos, somos essencialmente Engenheiros Eletricistas aptos a trabalhar em qualquer setor da Engenharia Elétrica. Outro ponto motivador é que nenhum dos entrevistados está desempregado.

Constatamos que 39% dos engenheiros continuam seus estudos na pós-graduação. Destes, 43% se dedicam exclusivamente aos estudos, e são justamente os que recebem as piores remunerações - conseqüência da ineficiente política pública de incentivo à pesquisa. Apenas 5% dos ex-alunos foram aprovados em concurso público até a data da pesquisa, embora acreditemos que esse número não tenha sido maior devido à pequena oferta de vagas nos setor público nesse curto período de tempo.

O gráfico abaixo mostra a faixa salarial dos ex-alunos entrevistados. Ganhando menos que R$1500,00 por mês estão apenas os engenheiros que continuaram os estudos – tanto para concorrência a concursos públicos quanto na pós-graduação. 44% dos entrevistados ganham mais do que R$3000,00 reais mensais.

Distribuição salarial (em reais)

Exatamente a metade dos alunos se graduaram com mais que 10 períodos, ou seja, devido à nossa extensa carga horária e às dificuldades inerentes ao curso é natural que o estudante leve 11 ou 12 semestres para a conclusão de seus estudos. Na Universidade de Buenos Aires, por exemplo, o curso de Engenharia Elétrica tem duração de 6 anos e carga horária de 240 créditos. O Resistor acredita que para termos um curso de graduação de maior qualidade o seu tempo de duração poderia ser maior. Além disso, percebemos que a faixa salarial dos profissionais é uma variável independente do tempo para concluir a graduação.

Uma boa noticia para quem está cursando Sistemas de Energia Elétrica é o "boom" da energia, ou seja, a expectativa de crescimento de um setor despreparado para a demanda nos próximos anos. A nossa pesquisa apurou que 48% dos graduados optaram pela área. Hoje, além de existir uma grande procura pela certificação por parte dos estudantes, acreditamos que os próximos egressos no curso buscarão o certificado devido à grande exposição do tema na mídia. Sabemos que em cinco anos o quadro do setor energético pode estar alterado, mas é claro que O Resistor torce para uma alteração positiva.

Agarrados na cauda do cometa estão 16% dos engenheiros, os que optaram pelo certificado de Telecomunicações. Depois da expansão desenfreada das operadoras de telefonia celular somada à privatização da telefonia fixa no Brasil a área de telecomunicações entrou praticamente em regime permanente. A procura por profissionais ainda existe embora não seja tão exagerada como há alguns anos. Notamos que os profissionais da área são os mesmos que responderam que o certificado de estudos foi um diferencial na hora de conseguir um emprego.

Em segundo lugar do ranking está o certificado de Eletrônica de Potência, com 21% dos formados. Empatados, estão os certificados de Controle de processos, Computação e Fontes Alternativas de Energia, com 5% cada um. O Resistor não conseguiu contatar engenheiros formados nos outros certificados abertos.

Aqueles que acreditaram nos elétrons durante todo o curso de Engenharia Elétrica e em suas vidas profissionais se deram bem. O mercado de trabalho é muito receptivo para o profissional formado na UFMG, e observar as trajetórias de sucesso de nossos ex-colegas aviva o nosso desejo de continuar os estudos.

Mulheres na Engenharia

Por Luisa Rotsen e Andréa Resende

A Engenharia brasileira teve origem na área militar em 1810 e foi estendida aos civis somente em 1874, com a fundação da “Escola Politécnica do Rio de Janeiro”. Hoje, quase 200 anos após seu surgimento no país – e milhares no mundo – ela continua sendo uma ciência predominantemente masculina

De acordo com os resultados do Censo da Educação Superior, realizado anualmente pelo MEC, o número de mulheres que ingressam na profissão vem sendo incrementado lentamente: em doze anos (de 1991 a 2002) a representatividade feminina em relação ao total de matrículas subiu de 17,4% para 20,3%. Para se ter uma idéia, o curso superior com o segundo menor índice foi a Administração, com um crescimento de 41,1% para 47,5% no mesmo período. Se considerarmos o caso particular da Engenharia Elétrica, esses números são ainda mais baixos. No nosso curso a média de mulheres por período é aproximadamente 4.7, o que representa um percentual de 9% do total de alunos.

Há quem tente explicar essas estatísticas pela hipótese de que as moças têm dificuldade com as ciências exatas. Mas as conquistas femininas na profissão parecem discordar desse argumento: todas as pessoas entrevistadas pelo O RESISTOR (homens e mulheres) disseram acreditar que atualmente as engenheiras se destacam tanto quanto ou até mais que os engenheiros. Pode até ser que elas não se interessem tanto pela área quanto os homens, mas aquelas que optam pela carreira com certeza não deixam nada a desejar em termos de competência. Tanto homens quanto mulheres têm plena e igual capacidade de desenvolver as habilidades exigidas pela Engenharia.

Essa prova de competência talvez tenha sido um dos fatores que ajudaram a diminuir a discriminação entre sexos na carreira. O autor Pedro Carlos da Silva Telles menciona no livro “História da Engenharia no Brasil” que houve uma época em que as mulheres não sentavam nas salas de aula com os rapazes, mas em cadeiras especiais, colocadas à frente da primeira fila. É verdade que ainda existe certo grau de “estranhamento” em relação às mulheres engenheiras, mas felizmente as estudantes de hoje já não precisam vivenciar situações como essa. Em entrevista ao O RESISTOR a professora Maria Helena disse nunca ter se sentido vítima desse tipo de preconceito ao longo de sua trajetória profissional. E a professora Carmen Déa acrescentou: “Os machismos podem até existir, mas geralmente não aparecem. Quando eu estudei já era bem mais difícil. Eu e minhas colegas sempre tínhamos que justificar porque fazíamos Engenharia Elétrica, como se aquilo fosse uma espécie de ousadia. Hoje a opção pela carreira já é vista com muito mais naturalidade”.

Mas porque será que o balanço entre homens e mulheres na Engenharia não aumenta na mesma proporção que nas outras profissões? Não parece ser um problema de discriminação ou competência, mas sim de pouco interesse feminino pela carreira. De acordo com os dados da COPEVE, nos vestibulares de 2002 a 2006 as mulheres representaram apenas 11,8% das inscrições para o curso de graduação em Engenharia Elétrica. “Acho que é mais uma questão cultural”, afirmam os alunos Rômulo Barroso Júnior e Gabriel Pereira de Melo, do 8º período. “Talvez na Engenharia Elétrica esse fator esteja ainda mais enraizado que nas novas engenharias por causa do tempo maior de existência”. Já a colega Anna Zanandreia acha que o problema pode ser a falta de conhecimento sobre a profissão e sua associação a trabalhos braçais. “Muita gente ainda tem aquela visão errada de que o engenheiro eletricista é o profissional que sobe na escada e troca as lâmpadas. E isso não atrai a maioria das mulheres”.

São diferentes as opiniões, mas há um aspecto em que todos nós concordamos: não há nenhuma razão para que as mulheres não ingressem na profissão de engenheiro. A professora Carmen Déa refletiu sobre o assunto e frisou o mais importante: “Eu tenho certeza de que em breve as mulheres terão plena consciência do seu potencial. E se quiserem fazer Engenharia Elétrica, Controle e Automação ou o que for, vão ter certeza de que conseguem e podem. Homem ou mulher, você pode ser o que quiser desde que se esforce para isso”. Afinal, quem foi que disse que a Engenharia precisa ser feminina só no nome?

Quadrinhos

Clique na figura para poder ler melhor!

Argumento: Jão
Roteiro: Gregs
Arte: Sávio

Rei: a lenda viva da elétrica




Por Gregório Fonseca

“Ele conhece todo mundo, está no 16º período e ainda abraça o Alessandro” – foi com essa frase que a estudante Priscila Camêlo justificou seu voto no Rei e acabou vencendo o primeiro concurso cultural d’O Resistor. Foram dezenas de votos que elegeram o Reinaldo Colares como lenda viva da elétrica, totalizando 71% dos eleitores.

“Mas então o apelido dele é Rei porque o nome dele é Reinaldo?” – é uma pergunta que foi feita por diversas pessoas. Nada mais natural para um personagem com nível épico de carisma como o Reinaldo que ganhasse o apelido de “Rei” – independentemente do seu nome.

Seu reinado vem de longe, como vocês podem perceber pelo voto do Frederico Teixeira: “Vocês não sabem, mas o Rei sempre foi uma figura de destaque. Umas das poucas lembranças que ainda guardo da longínqua primeira série é do Rei, sentado no fundo do especial do seu Jaci, dominando geral a área. Se não me engano, ele sempre estava acompanhado de duas meninas e na minha pobre mente juvenil aquela figura carismática tornou-se um padrão a ser fielmente seguido. Vocês não imaginam a minha surpresa ao reencontrá-lo passados mais de 10 anos, no mesmo curso e posteriormente até mesmo em algumas matérias! Fiquei feliz ao perceber que ali estava o mesmo Rei do passado - sem as as meninas, é claro (coisas da engenharia) - mas com o mesmo bom humor e simpatia. Nada mais justo então, para mim, do que prestar essa homenagem a ele, na forma de voto. Vida longa ao Rei.”

O reitor da UFMG, Ronaldo Pena, também participou do concurso, votando no Rei: "Trata-se de um jovem estudante que enquanto buscava o seu caminho no curso, o que demorou um pouco, relacionou-se sempre da melhor maneira com todos os colegas, funcionários e professores. Voto nele e informo que gostaria muito de participar da festa da vitória, em que a medalha de "Maior Lenda Viva da Elétrica" fosse entregue ao nosso amigo, Rei".

O Rei foi a única pessoa que se candidatou a “Lenda Viva da Elétrica” e até mesmo preparou um vídeo de campanha que teve centenas de acessos durante o período de votação. Mas não podemos deixar de citar um outro aluno que teve uma expressiva votação, mesmo sem pedir voto nenhum. Trata-se do Macalé, que foi o segundo colocado com 20% dos votos.

O engenheiro Bruno Cunha foi um dos que votou no Maca: “O Macalé é o gogó de ouro da Elétrica, sem dúvida! O cara inventa cada história que nem ele mesmo sabe o que é verdade ou o que é mentira. Estuda com a gente há quase cinco anos dizendo que fez vestibular antes de começar a jogar bola... ninguém sabe se acredita na parte de jogar bola, na parte do vestibular, ou na parte de estudar! Mas todo mundo tem ele como companheiro da Elétrica. Ele já disse que faz Matemática, Pedagogia, até Medicina (essa estória é a melhor!), mas todo mundo sabe que ele sempre foi e sempre será o Maca da Elétrica! O resto, só Deus mesmo...”

A festa de premiação aconteceu no Happy Hour Junino no PCA, em Junho de 2007, quando Priscila e Reinaldo foram presenteados com uma camiseta d’O Resistor. No mesmo dia, o Rei foi entrevistado pela equipe do jornal. O vídeo pode ser visto abaixo, dividido em 4 partes.




Parte 1


Parte 2


Parte 3
Aguarde!

Parte 4

segunda-feira, novembro 12, 2007

Inverter os eixos no plot do Matlab

Mais de uma vez eu precisei inverter os eixos de um gráfico no Matlab. O problema é esquecer em qual arquivo eu utilizei o danado do comando e ter então que perder um bom tempo procurando-o novamente em infinitos tutoriais.
Pensando que o comando pode ser útil para outras pessoas, aproveito para "gravá-los" por aqui mesmo:
  • Para inverter o eixo x: set(gca,'xdir','reverse');
  • E o eixo y: set(gca,'ydir','reverse');

quarta-feira, novembro 07, 2007

Bobinas de Tesla tocando tema do Mario


O que você vê aí acima são Bobinas de Tesla ajustadas para tocar o tema do Super Mario. A música vem do centelhamento gerado pelas bobinas. 110dB sem caixas de som!
As bobinas têm 2 metros de altura e o centelhamento pode chegar até a 3 metros de comprimento, com as bobinas afastadas de 5 metros. O conjunto é controlado por um laptop via link de fibra ótica (você sabe o porquê de se utilizar fibra ótica neste caso?). Cada uma das bobinas é ligada a um canal midi e respondem aos sinais "tocando" as notas pré-programadas no computador.

sábado, outubro 06, 2007

Futsal - Rodada de 30/09/2007

por Renato Silveira Borges

Após o adiamento da rodada de sábado, sobraram as honras do pontapé inicial para as equipes do Void e dos Calouros. Atual vice-campeão, o Void entrava como franco favorito, mas quem abriu o placar foi o time dos Calouros, naquele que seria o gol mais bonito da rodada. Logo em seguida veio o gol de empate, mas os Calouros terminaram em vantagem num primeiro tempo muito corrido. Na segunda etapa os Calouros permaneceram melhores e ampliaram o placar para 3x1. Porém o cansaço bateu e o Void conseguiu a virada, fechando o placar em 4x3 numa partida eletrizante.


O segundo jogo trouxe o duelo entre Time e 2° Período. Nomes genéricos, arbitragem genérica, atletas genéricos. Nesse contexto terminou o primeiro tempo, com ares de uma goleada genérica a favor do Time. Porém o segundo tempo reservou um pouco de emoção quando o 2° Período esboçou uma reação, chegando a encostar no placar. Puro aleive, o Time apenas administrou o resultado que terminou 6x3.


E por último, mas de forma alguma menos importante, tivemos o embate entre o tradicional PCC e o 'temível' Horriver Plate. O PCC entrou em quadra com um jogador a menos e foi envolvido pelo futebol 'alegre' do HP que abriu o placar no gol mais comemorado da história do futebol. Das arquibancadas ouvia-se a torcida entoar o austero hino: "Olê, yo soy Horriver, es un sentimiento... no puedo parar!!!". A euforia foi tamanha, e por demais incontida, que a equipe da Cachaça do Coração cedeu o empate logo em seguida. E a partida seguiu como uma sucessão de dejà vu, até o placar chegar à marca de 4x4. Após praticamente 30 minutos liderando a partida, o Horriver sucumbiu ao cansaço de jogar com um homem a mais e cedeu a virada. O placar final – 7x4 – não representa bem as dimensões que o duelo teve, com direito a muralha da china bem sucedida, pênaltis defendidos, marcação homem-a-homem-berinjela, jogada aérea com o ilustríssimo Peter Crouch e outro pormenores. Com certeza um marco na vida de todos os presentes. Um vídeo do jogo pode ser visto abaixo.


segunda-feira, setembro 24, 2007

Futsal - Tabela de 29 e 30 de Setembro

Sábado 29/09 quadra 3
14:00 Falha x Yokobrama
15:00 TNT x VCC
16:00 PCC x Horriver

Domingo 30/09 quadra 5
09:00 Void x Calouros
10:00 Time x 2º período
11:00 URT x Super-Ohms

A tabela completa está AQUI!

domingo, setembro 23, 2007

Futsal - Torneio Início 2007/2

Resultados oficiais Torneio Inicio 2007/2:

Sábado, dia 22/09
Super-Ohms (3) 1 x 1 (2) Yokobrahma
VCC 0 x 1 Falha
2º período 5 x 0 Horriver
PCC 4 x 1 Calouros
TNT 2 x 1 TIME
URT 1 x 3 Void

Domingo, dia 23/09
Falha 1 (2) x (1) 1 Super-Ohms
PCC 2 x 1 2º período
Void 1 x 2 TNT
Falha 3 x 0 TNT
Falha 3 x 1 PCC
PCC 0 x 1 TNT

Campeão : Falha